domingo, 3 de novembro de 2013

O autorretrato (Mário Quintana)

"No retrato que me faço
- traço a traço - ...

às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Terminado por um louco!" 
 
 
Compreendendo o poema

No poema "O autorretrato" de Mário Quintana ,o autor, atravéz do eu lírico, tenta encontrar sua perfeita identidade em um autorretrato, onde se pinta de várias maneiras, como nuvem, árvore, lembranças passadas que não venham ter importancia, e até mesmo sonhos que ainda não foram, mas que ainda serão realizados.
Ao fim do poema , percebemos que as comparações feitas pelo autor , se tratavam de um desenho de criança,que somente ela entende e que para muitos não tem significado algum.Como o eu lírico, que, aos poucos, reconhece, que essa comparação só faz sentido para ele mesmo, e que se alguém for analisá-lo, não irá entende-lo e o consideraria um louco.
O poema estudado pela nossa equipe é de dificil compreensão, pois o autor se expressou de uma forma que somente ele entendia o real sentido do poema e cabe á cada pessoa interpretar da maneira que entender.
 
 
 

  Glossário:
1. Autorretrato: Retrato de si mesmo feito por alguém (em pintura, desenho, escultura, texto literário etc.)
2. Nuvem: Massa visível de vapor d'água condensado ou congelado no ar, que pode dar origem à chuva.
3. Árvore: Grande vegetal lenhoso cujo caule é um tronco elevado, despido na base e com ramificações que formam uma copa.
4. Lembrança: Ato ou efeito de lembrar.
5. Traço: Risco ou linha feita com lápis ou caneta.


 Mini biografia do autor:
http://clickdoscolegas.blogspot.com.br/search?q=Biografia%3AMário+Quintana

O OLHO DA TULUPERÊ (MITO DA CESTARIA)


A grande maldição.

O Mito da Cestaria se passa na região Amazônica, onde vivia uma tribo chamada Maiora   Apolai. Nesta tribo começaram a sumir pessoas, dizia o Pajé que a causa disto era uma cobra gigantesca: a Tuluperê. Para solucionar o problema o Pajé convocou os sete mais  fortes guerreiros da tribo com o objetivo de matar a Tuluperê e acabar com o que tanto afligia a tribo. Para ajuda-los, deu ao líder uma poção venenosa para acabar com a grande cobra, pois só com ela conseguiriam vencer. 
Após muito tempo navegando à procura da cobra, os guerreiros finalmente a encontraram, em uma noite de lua cheia, pois era a única lua que possibilitava a morte da Tuluperê e, então, a mataram. Depois de uma longa viajem de volta, chegaram na tribo vitoriosos. Trouxeram para suas esposas parte do couro da cobra, que elas usaram para revestir suas cestas de bambu. O líder, mais sábio dos guerreiros, sabendo que o Pajé pediria uma prova maior, lhe trouxe os dois olhos do animal.
Essa história nos ensina que não podemos vencer sem união, sabedoria, paciência, perseverança e coragem. Sempre acreditamos que a força é o que nos faz vitoriosos, mas se não usada com sabedoria não nos leva a nada.
E o líder dos guerreiros reconhecia isto, assim pode acabar com a grande maldição que levava um por um de sua tribo embora. 

Vídeo.


Glossário.

 1.  Inhambu Açu - É um gênero da família Tinamidae de aves. São conhecidos popularmente como macuco, macuca e tona. Têm cauda curda, vivem apenas em matas virgens e seus maiores representantes habitam o Brasil

Assembleia – 1. Reunião de pessoas em que se tomam decisões sobre um ou mais assuntos.
2. Reunião ou grupo de pessoas que fazem parte de uma corporação, ger. detentoras de mandatos, e que são regularmente convocadas para legislar ou deliberar sobre assuntos de interesse público ou privado
Pau de chuva – É um instrumento musical idiofónico, ou seja, é o próprio corpo do instrumento que produz o som, instrumento de percussão e ritmo com um som musicalmente impreciso, próximo ao que chamamos de ruído, originário do Chile.
Adagas – 1. Arma branca de lâmina larga, curta, com um ou dois gumes e pontiaguda, maior que o punhal
2. Art.gr. Sinal em forma de cruz latina usado em jornais, livros etc. para indicar o ano de falecimento, remissiva etc
Maiora Apolai – Tribo que vive num dos cursos do rio Paru do Leste.
Paru do Leste -É um rio de águas negras que tem sua origem nas terras altas da Guiana , Serra Tumucumaque (mesmo alguns dos seus afluentes nas cabeceiras nascido na Guiana e Suriname).
Afluente - 1. Que aflui, que chega em grande quantidade.
2. Em que há abundância de riquezas, de bens (sociedade afluente).
3. Tec. Diz-se de corrente de fluido que entra num equipamento, motor etc.
sm.
4. Geog. Rio ou riacho que deságua em outro, ou em um lago; TRIBUTÁRIO: Os afluentes da margem direita do rio Amazonas.
Pajé - 1. Bras. Etnog.Xamã indígena, aquele que realiza rituais mágicos de cura, adivinhação etc.
2. Fig. Chefe, líder
3. Amaz. Benzedeiro, curandeiro
4. Amaz. Rel.Chefe de pajelança
Lua Cheia - Uma das fases da Lua, quando a sua totalidade é refletida na Terra. Ocorre quando a Lua completa um movimento de 180° após a Lua nova,
Lua Crescente - Quarto Crescente é uma das fases da Lua. Ocorre quando o ângulo Terra - Lua - Sol é aproximadamente reto .
E.M.E.F Prof. Juvenal Da Costa e Silva

Nomes: Nathália N. Miranda Nº 26;  Marcela Thiemi Nº 24; Gustavo Correa Nº 17; Raphaela Mattos Nº 33;  Henrique Manoel Nº 19; Raniery Domingos Nº32;

ROSA DE HIROSHIMA - VINICIUS DE MORAES

                                                                         Rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A rosa anti-atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada

Texto Coletivo


O poema de Vinicius de Morais "Rosa de Hiroshima" relata o triste ocorrido que marcou a história da cidade de Hiroshima no Japão.
Pelo que podemos entender,o fato pelo qual levou Vinicius de Morais a fazer o poema "Rosa de Hiroshima", foi como uma forma de protesto sobre as explosões das bombas atômicas durante a Segunda Guerra Mundial. Depois de alguns anos do lançamento do poema, essa forma de protesto acabou se tornando uma musica que aborda as consequências, os desastres que aconteceu após a bomba ser lançada nos dias 6 e 9 de agosto de 1945 primeiro em Hiroshima e depois de três dias lançarão em Nagasaki.
As cidades de um jeito "engraçado" foram as "estreantes" de um ataque a bombas atômicas ulizadas em uma guerra e até hoje as únicas.
Pelo ponto de vista dos alunos, em vista da bomba que é um assunto histórico amplia os nossos horizontes no contesto da humanidade sobre um assunto que abrange o mundo todo e que o futuro ainda estará falando sobre isso.

Com o estudo do poema apenas sendo um gênero literário diversificado, apenas por ele conseguimos ampliar nosso conhecimento que mesmo já tendo visto e não entendido por completo dessa forma conseguimos entender melhor.

Ao fazer a análise do poema, podemos compreender e aprender mais sobre o assunto que no caso é sobre a bomba que os Estados Unidos lançou contra Hiroshima, e também todo o contexto usado pelo autor a fazer uma reflexão sobre o assunto abordado.
Segundo análise do grupo,o autor pode nos mostrar o quão ele se preocupa em mostrar as consequências da bomba lançada. E para cada verso escrito há um significado específico,que para nós representa uma coisa, mas para o próprio autor pode ter um totalmente diferente.
Com o poema ,podemos concretizar que o assunto abordado é realmente preocupante,pois conseguimos ver que não apenas a cidade de Hiroshima foi afetada, mas também várias crianças, adultos e idosos sofreram realmente com a radiação.


Glossário

- Telepático: Pertencente ou relativo á telepatia;
 - Inexato: Que não é exato, errado; Que não tem pontualidade;
- Cálido: Quente, ardente, fogoso;
 - Hereditário: Que se transmite por herança de pais a filhos ou de ascendentes a antecedentes. 
- Radioativo: Relativo ou pertencente a, ou que possui radioatividade. 
- Atômico: Relativo ou pertencente a alterações no núcleo de um átomo, ou que utiliza energia liberada por tais alterações (no caso da bomba atômica).


Biografia - Vinicius de Moraes

O escritor famoso e consagrado Marcus Vinicius de Moraes nasceu na cidade do Rio de Janeiro -RJ em 19 de outubro de 1913; e pertenceu á segunda geração do Modernismo no Brasil (amplo movimento cultural que repertiu fortemente sobre a cena artística e literal -principalmente- na sociedade brasileira na primeira metade do século XX). Era filho de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes e de Lídia da Cruz Moraes, ambos músicos amadores. Pequena parte de sua infância, o escritor viveu no Rio, mudando-se aos três anos para Botafogo, morando com os avós e estudando na escola Escola Primária Afrânio Peixoto. Foi também em sua infância que escreveu seus primeiros versos. Em 1924, foi para o Colégio Santo Inácio, também em Botafogo, onde começou a cantar no coro da igreja e fazer pequenas peças de teatro. Em 1929, Vinicius terminou seu curso ginasial e ele com sua família voltaram para a Gávea (seu bairro de origem). No mesmo ano, o artista ingressou na Faculdade de Direito do Catête e se formou em direito em 1933, ano em que publicou seu primeiro livro de poesia, chamado "O Caminho para a Distância". Já em 1935, recebeu o prêmio Filipe d'Oliveira, pelo livro "Forma e Exegese". No ano seguinte, empregou-se como censor cinematográfico, representando o Ministério da Educação e Saúde. Em 1938, ganhou uma bolsa de estudos do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas, na Universidade de Oxford (nesse mesmo ano, publicou seus novos poemas). Com o começo da Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil e ao Rio de Janeiro. Em seus anos seguintes, publicou ainda muitos e muitos poemas e ficou conhecido como "o poeta brasileiro que mais conseguiu traduzir em palavras o sentimento do amor" torando-se assim, um dos poetas mais populares da Literatura brasileira. O escritor atuou também na área musical, fazendo parceria com grandes cantores e compositores brasileiros, e por fim, tornou-se também cronista. Produziu os sonetos mais conhecidos da Literatura brasileira, e escreveu ainda alguns poemas infantis em meados dos anos 70. Infelizmente, perdemos nosso poeta e artista em 09 de julho de 1980.~

Créditos:

E.M.E.F Professor Juvenal da Costa e Silva

Atividade de Língua Portuguesa do quarto bimestre.

Professor Maurílio de Carvalho

Texto: http://letras.mus.br/vinicius-de-moraes/49279

Musica: http://www.youtube.com/watch?v=_4IRMYuE1hI
Fotos : Ana Laura do Prado Gonçalves
Raquel de Souza Almeida
Gabriel Augusto alves
Isabella Chaves dos Santos

Edição: Giovanna do Amaral Braschi Noselli

Música: Quinta Sinfonia
Autor: Bettoven
Poema : "Rosa de Hiroshima."
Autor: Vinicius de Morais
9° ano A 

30 de Outubro de 2013

Alunos : Ana Laura do Prado Gonçalves-N° 02
Gabriel augusto Alves-N°13
Giovana da Silva Nascimento Frade-N°15
Giovanna do Amaral Braschi Noselli-N°16
Isabella Chaves do Santos-N°21
Raquel de Souza Almeida-N°34 

"Agradecemos ao professor Maurílio á grande oportunidade de expandir nosso horizonte do conhecimento sobre o assunto." 










                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 

O DESENCANTO - MANUEL BANDEIRA

O DESENCANTO

Eu faço versos como quem chora
 De desalento. . . de desencanto. . .
 Fecha o meu livro, se por agora
 Não tens motivo nenhum de pranto.
 Meu verso é sangue. Volúpia ardente. . . 
Tristeza esparsa... remorso vão... 
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
 Cai, gota a gota, do coração.
 E nestes versos de angústia rouca,
 Assim dos lábios a vida corre,
 Deixando um acre sabor na boca. 
– Eu faço versos como quem morre. 

(Manuel Bandeira)


TEXTO COLETIVO

Poema Desencanto
 No poema “Desencanto”, o poeta descreve com tristeza e utilizando recursos metalingüísticos , que significa a utilização do código ( Língua Portuguesa) para falar como ele cria uma poesia , ou seja , como quem chora , como quem está para morrer. Veja neste pequeno trecho do poema : “Eu faço versos como quem chora De desalento ... de desencanto... Fecha o meu livro , se por agora Não tens motivo nenhum de pranto(...) -Eu faço versos como quem morre.” Isto significa que o poeta elaborava poesias a partir do sofrimento que passou ou que ainda vivia. Como Manuel Bandeira vivia muito doente pois sofria de uma doença incurável para a época em que viveu , a tuberculose , a qual matava mesmo . Percebe-se nitidamente em suas poesias o que ele vivenciava . O desencanto perante a vida aparece em várias poesias dele que achava que morreria cedo .Ao contrários do que pensava morreu já com mais idade. Em outro trecho do poema , Manuel Bandeira diz : “...Tristeza esparsa ... remorso vão ... Dói-me nas veias. Amargo e quente, Cai , gota a gota do coração.” Neste trecho , assim como o anterior, é descrito claramente um sentimento de tristeza , um sentimento de dor , que foi vivenciado por ele. Acreditamos que o motivo dessa tristeza demonstrada por Manuel Bandeira , seja primeiramente , a doença que ele tinha a tuberculose ( como dito anteriormente) e também por causa das perdas familiares que Manuel teve , como a mãe em 1916 , a irmã em 1918 e o pai em 1920 .


VÍDEO


(Caso o vídeo esteja indisponível por direitos autorais, segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=lwo4RAqB8Z0&feature=youtu.be)


GLOSSÁRIO

Desalento: Falta de alento, de ânimo; DESÂNIMO
Pranto: 1. Choro intenso. [Ant.: riso.]
2. Lamentação, queixa.
3. Lit. Antigo gênero de poesia elegíaca que lamentava a morte de alguém, esp. de pessoas queridas ou notáveis.

Volúpia: 1. Prazer sensorial, desfrute de percepções e sensações prazerosas; SENSUALIDADE 2. Grande prazer sexual
Remorso: Sentimento de culpa e angústia que advém do arrependimento por algo que se fez contra alguém.

Esparsa: 1. Que não está junto, que está solto (cabelos esparsos); DISPERSO; ESPALHADO
2. Que foi divulgado, vulgarizado (escritos esparsos).
3. Que está disperso, espalhado, ger. escasso

Angústia: 1. Ansiedade intensa; AFLIÇÃO; AGONIA
2. Sofrimento
3. Psiq. Medo sem causa identificada
4. Estreiteza, aperto.

Acre: 1. De sabor azedo, adstringente ou amargo, que provoca crispação dos tecidos da cavidade bucal; diz-se desse sabor (fruta acre; gosto acre)
2. De cheiro forte e penetrante; diz-se desse cheiro (perfumes acres; cheiro acre)
3. Penetrante, pungente (diz-se de som); que tem esse som (som acre; melodia acre)
4. Indelicado, ríspido (humor acre)
5. Que causa amargura, angústia

FONTE : http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=aulete_digital


MINI BIOGRAFIA - MANUEL BANDEIRA





Filho do engenheiro Manuel Carneiro de Sousa Bandeira e de sua esposa Francelina Ribeiro, era neto paterno de Antônio Herculano de Sousa Bandeira, advogado, professor da Faculdade de Direito do Recife e deputado geral na 12ª legislatura e Tinha dois tios reconhecidamente importantes, sendo um,João Carneiro de Sousa Bandeira,e o outro, Antônio Herculano de Sousa Bandeira Filho.
No Rio de Janeiro, para onde viajou com a família, em função da profissão do pai, engenheiro civil do Ministério da Viação, estudou no Colégio Pedro II. Em 1904 terminou o curso de Humanidades e foi para São Paulo, onde iniciou o curso de arquitetura na Escola Politécnica de São Paulo, que interrompeu por causa da tuberculose. Para se tratar buscou repouso em Campanha,Teresópolis e Petrópolis. Com a ajuda do pai, foi para a Suíça, onde esteve no Sanatório de Clavadel, onde permaneceu de junho de 1913 a outubro de 1914. Em virtude do início da Primeira Guerra Mundial, volta ao Brasil. Ao regressar, iniciou na literatura, publicando o livro "A Cinza das Horas", em 1917, numa edição de 200 exemplares, custeada por ele mesmo. Dois anos depois, publica seu segundo livro, "Carnaval".
Em 1935, foi nomeado inspetor federal do ensino e em 1936, foi publicada a “Homenagem a Manuel Bandeira”, coletânea de estudos sobre sua obra.
De 1938 a 1943, foi professor de literatura no Colégio D. Pedro II, e em 1940, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.
Manuel Bandeira faleceu no dia 13 de outubro de 1968, com hemorragia gástrica, aos 82 anos de idade, no Rio de Janeiro, e foi sepultado no túmulo 15 do mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Álvaro Vitor Vilela de Aquino nº01
Elison Braian Zanin do Prado Silva nº08
Felipe Medeiros Mendes nº11
Gabriel Souza Alvarenga nº14
Igor de Souza Messias nº20
Lucas Vinicius Mantovani nº23

Dor elegante(Paulo leminski)

Dor elegante

Um homem com uma dor
É muito mais elegante
Caminha assim de lado
Com se chegando atrasado
Chegasse mais adiante
Carrega o peso da dor
Como se portasse medalhas
Uma coroa, um milhão de dólares
Ou coisa que os valha
Ópios, édens, analgésicos
Não me toquem nessa dor
Ela é tudo o que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra
(Paulo Leminski)






Texto:

Carta de morte


Nosso grupo entendeu que o poema ‘’Dor elegante’’,de Paulo Leminski não é mais um de seus poemas,é um poema no qual ele queria dizer que estava perto de sua morte,assim como outros poemas da obra ‘’La vie en close(São Paulo, Brasiliense, 1991)’’.
Apesar do poema falar sobre dor,nós acreditamos que o tema principal do poema é a morte,pois este poema foi lançado entre 8 ou 9 meses antes de sua morte,quando sofreu uma crise hepática,devido a sua cirrose.Percebemos que é possível observar certas pistas de que ele está perto de seu destino,como na ultima estrofe do poema:’’ Ópios,édens,analgésicos.Não me toquem nessa dor.Ela é tudo que me sobra.Sofrer vai ser minha última obra’’.
No nosso ponto de vista,o título do poema está ligado a várias outras obras que pesquisamos com esse tema e outros temas relacionados,como no poema ‘’Tristeza’’ de Vinícius de Moraes ou na pintura ‘’O grito’’ de Edward Munch.Essas obras citadas são muito famosas ,e acreditamos que talvez essa seja outra definição para o título do poema,pois várias obras marcantes e famosas expressam sentimentos como dor,tristeza e angústia que são relacionados ao tema principal do poema.
Acreditamos que este poema está subentendido,porém se prestar atenção e conhecer a história do poeta,percebe-se que talvez ele quisesse mostrar que estava perto de seu encontro com a morte,como em outras obras de La vie em close,como ‘’O que passou,passou?’’ e ‘’Luz versus luz’’.


Vídeo:(http://www.youtube.com/watch?v=-Gu7WuAQQP4&feature=youtu.be)



Glossário:


Éden: Paraíso terreal.
Analgésico: Que ou o que diminui ou retira a dor.
Portar: . Trazer consigo.
Ópio: Suco concreto de várias espécies de .papoulas.


Biografia:

                                           

Paulo Leminski (1944 — 1989)nasceu em Curitiba, e foi um escritor, tradutor, poeta, e professor brasileiro, e alem de tudo era um lutador de judô faixa-preta.
Leminski tornou-se reconhecido por ter inventado seu proprio jeito para escrever poesias, fazendo trocadilhos ou brincando com ditados populares. Paulo Leminski foi também professor de História e de Redação em cursos pré-vestibulares, além de professor de judô.
Leminski teve poemas e textos publicados em diversas revistas, escreveu letras de músicas com uma grande influência de MPB (Música Popular Brasileira) chegando até a fazer pareceria com Caetano Veloso.
E.M.E.F. Profº Juvenal da Costa e Silva 9º A




Carlos Eduardo
Ewerton Santos
Hellington Gabriel de Souza
Lucas Hausen
Pedro Carrara
Rafael Trovo

Não sei (Cora Coralina)




Não sei... se a vida é curta ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais,
Mas que seja intensa, verdadeira, pura... “Enquanto durar”




Não sei

Com o poema de Cora Coralina (escritora brasileira), e também os seus outros diversos poemas. Intendemos que ela valoriza a vida e os sentimentos que a envolvem, sem demostrar bens materiais como algo importante da vida e sim as demonstrações de afetos das pessoas que amamos isso é que vai fazer a vida valer apena ou não. Ela da a entender que o que faz a vida ser curta ou longa demais é as pessoas que passam por ela, pois são as pessoas que trazem o sentimento com ela seja ele bom ou ruim.
 Ela dava valor a vida, era uma pessoa cheia de amor e de felicidade, mostrando como é importante viver, que temos que dar valor as pequenas coisas na vida. O que torna a vida curta ou longa demais é a presença daspessoas importantes para nósque fazem parte da nossa vida, os sentimentos e os valores  que elas trazem com elas.
 E ela passa uma impressão de que nós não precisamos de bens materiais para ser feliz, que os sentimentos é a coisa mais pura e verdadeira. O sentimento não faz a vida mais curta e nem longa demais, mas é intenso, puro e verdadeiro. Que sem ele a vida não tem importância.
 Vimos que ela procura  mostrar no seu poema palavras que relacionam amor carinho e afeto. Assim ela aparenta ter sido uma pessoa muito carinhosa e que se importava com as outras pessoas. Entendemos também que quando queremos ajudar uma pessoa não devemos olhar só aquelas pessoas que possuem poucos bens materiais, mas sim também aquelas pessoas que passam por problemas emocionais. Pois se ela não fala em bens materiais em seu texto quer dizer que isso não tem um valor real para ela.
 As pessoas não dependem do dinheiro para serem felizes, algumas até trocam uma vida boa financeiramente boa por uma vida humilde no campo ou em outro lugar, pois sentem que só assim terão felicidade e paz em sua vida, pois o dinheiro trás uma vida mais confortável, mas não necessariamente felizcomo mostrou o “Globo Repórter” - Felicidade, 01/11/2013.


 

Vídeo feito pelo grupo, sobre o poema Não sei (Cora Coralina)

 
 

Glossário:

 
(ve.zes) [ê]
1. Às vezes; algumas vezes; por vezes.

(a.co.lher)
1. Dar ou receber abrigo, proteção, agasalho; ABRIGAR(-SE)

2. Dar ou ter acolhida, hospitalidade; dar ou ter alojamento
(con.ta.gi:a. do)
2. Fig. Que foi fortemente influenciado por algo; que absorveu, foi dominado ou invadido (por algo exterior que causa alteração);  
(a.ca.ri.ci.ar)
1. Fazer carícia(s) em (algo ou alguém, si mesmo) ou trocar carícias com alguém;

(sa.ci;ar)
2. Fig. Satisfazer(-se) completamente
 (pro.mo.ver)
2. Causar, provocar.
(sen.ti.do)
19. Modo, aspecto, ponto de vista; maneira de considerar



(du.rar)

3. Manter-se em bom estado, em condições de uso:



(en.quan.to)

1. Durante o tempo em que

aulete.uol.com.br/

Cora Coralina (Poetisa brasileira)

Cora Coralina

Cora Coralina (1889-1985) foi uma poetisa brasileira, responsável por belos poemas.
Seu nome de batismo era Ana Lins do Guimarães Peixoto Bretas. Nasceu em Goiás e tornou-se doceira, ofício que exerceu até os últimos dias. Famosos eram os seus doces de abóbora e figo no lugar que morava.
Cora Coralina já escrevia poemas em 1903 e chegou a publicá-los no jornal de poemas femininos "A Rosa", em 1908. Em 1910, foi publicado o seu conto "Tragédia na Roça" no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", usando o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911, Fugiu com o advogado divorciado Cantídio Tolentino Bretas, com quem teve seis filhos. É convidada a participar da Semana de Arte Moderna, mas é impedida pelo seu marido.
Já em São Paulo, em 1934, trabalhou como vendedora de livros na editora José Olímpio, que lança seu primeiro livro em 1965 "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1976, é lançado o livro "Meu Livro de Cordel" pela editora Goiana. Mas o interesse do grande público é despertado graças aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980.
Cora Coralina recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG e foi eleita com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores, como intelectual do ano de 1983.
Morreu em Goiás Velho, aos 95 anos.

 http://www.e-biografias.net/cora_coralina/

Alguns de seus poemas:

  •              Saber Viver
  •              “Humildade”
  •               Assim eu vejo a vida
  •        Meu Destino

Nome integrantes:

Turma do 9°A 
  • Fernanda O. de Almeida  n°12           
  • Sthefanie Renata  n°35                        
  • Pablo Novaes  n°27                              
  • Laisnara Correa  n°37                          
  • Mariane O. de Amancio  n°25
  • Thaina Pesseti  n°36













sábado, 2 de novembro de 2013

Inconfesso Desejo

Inconfesso Desejo 

Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo


Por: Igor de Souza messias 9°A

Juvenal da Costa e Silva

terça-feira, 24 de setembro de 2013

mundo solitário

                                                                                                                                                                                                           Rafael Trovo Vecchi

Coração vazio,mente vazia
Homem tolo,emoção partida
Com tantas ideias,sem querer nos falar
Grande homem,grande porco
Que nada quer nos contar
Guardando tudo para si mesmo
Como magoas,rancor
Sentimentos que o tornam um homem sem amor
Vivendo em função do dinheiro
Sem querer ajudar
Mas sobrevive em função do outro
E não sabe recompensar.

domingo, 22 de setembro de 2013

O Vazio Nos Alimenta

Elison Zanin

O vazio nos alimenta
Para que a cada vez tenhamos um conhecimento
Pensamento, pensando, pensando
Eu estava sorrindo e cantando.

O vazio nos liberta
Para que possamos ter a alma de um poeta
O vazio não é legal,
Mas com ele aprendemos a ser genial.

O Vazio

Igor Messias.

No começo, só havia o vazio
Transbordando com infinitas possibilidades.
No vazio cabe um monte de coisas
Até mesmo coisas desnecessárias.

Muitos guardam coisas inúteis
Acreditando que um dia,
precisará delas
ou só pelo fato de querer fazer algo
Para preencher tal vazio.

Que há "alguma coisa", há...
Um não sei o quê,
Um sintoma de vazio
Uma satisfação que não explode de medo,
De medo de algo indefinido,
Do que fazer para preencher tal vazio.



Coração

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Rafaela Cristine da Silva Oliveira.

Dentro de si tem algo estranho,
Fora de si há algo que talvez para você não seja pior
Dentro do seu coração,
Há coisas que deveriam ser esquecidas.
Se guardares algo é porque tens carência.
Jogue o que foi ruim fora,
Deixe o novo entrar!
Que entre para fazer a diferença
Para que o melhor aconteça,
Que o coração se acalme e
Resulte na melhor das possibilidades.
Acalme o coração, coisas positivas estão por vir.
Se mantenha firme, as positividades te ajudarão a seguir.

Baseado no poema: Príncipio do vazio.

A evolução ou a perdição?

A cada ano que passa
nosso mundo está cada vez mais podre
Com um lixo de grande massa
fazendo horrores.

Pensamos no que podemos fazer
Mas nada está adiantando
Do que adianta falar
Sem nada mudar?

O Meio Ambiente está caindo
e nós ficamos parados
Para nós mesmo estamos mentindo
Cada vez mais sedentários.

Felipe Medeiros Mendes - 9º A - Nº 11 
E.M.E.F Profº Juvenal da Costa e Silva

E Os Seus

E os Seus A vida tem um VALOR ? coisas pagas com amor e carinho outras com tristeza e dor ou simplesmente com um NADA ! Uma vida com valores de ouro ou quem sabe de prata talvez valor de bronze ou quem sabe ´´ valor de nada `` Guardar objetos de uma vida para lembrar do passado Ou deixar tudo passar para ir pra frente e se modernizar Para tudo existe um tempo tempo de juntar, tempo de espalhar tempo de chorar tempo de rir tempo de lembrar do passado e outro de olhar para o futuro Valores de uma vida alguns bons outros ruins alguns legais outros chatos Mas quem decide todos É VOCÊ Baseado no poema ´´ Principio do Vazio ´´ 
Gustavo Santos 9º A – E.M.E.F Profº Juvenal da Costa e Silva

sábado, 21 de setembro de 2013

Todo lixo.

Raphaela Amâncio de Mattos

Lixo aqui, lixo ali
Com tanto lixo, será 
possível viver aqui? 

Todos juntos vamos reciclar
e com força de vontade,
podemos o planeta transformar.



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Precisamos aprender.

Precisamos aprender a viver apenas com aquilo que temos.
Precisamos ter um lugar,e esperar para que coisas novas cheguem.
Precisamos ajudar o próximo,com aquilo que temos.

Precisamos pensar no próximo do que apenas em nós mesmos.
E é preciso viver apenas com coisas simples do que viver um vazio.

Elizandra Nicole da Silva      Juvenal  9°A

Baseado no poema "O princípio do vazio".

Nós,homens.


Nós,homens,sempre consumindo.
Nós,homens,sempre nos acumulando de tarefas e compromissos.
Nós,homens,sempre esquecendo do mundo.
Nós,homens,sempre pensando no futuro.
Nós,homens,sempre visando o sucesso e passando por cima de qualquer um para consegui-lo.
Nós,homens,esquecendo de seus valores e de sua real importância.
Nós,homens,capitalistas,pós-modernos e vazios.

Bianca Amancio Rodrigues      Juvenal   9°A

Baseado no poema "O princípio do vazio".

Escuridão limitada


Álvaro Vitor Vilela de Aquino
Juntos, afogados e perdidos
Procurando uma saída
Sempre ao lado procurando uma relação
Existente ou não

Deixe se levar
Espaços para te agradar
E pode ter a certeza
O vazio em ti, um dua brilhará

Se renove
Sempre tendo aquele ao seu lado
Iluminando a sua vida
Se liberte com alegria

Dentro de ti
Uma nova esperança
Uma prosperidade
Realizada com apenas confiança.

Inspirado na apresentação de slides " Princípio do Vazio "

Ao Inverso


Giovanna do Amaral Braschi Noselli


O vazio, às vezes
Baseado no texto "O princípio do vazio".

Pode bem parecer
Ruim,
Triste,
Solitário;
Isso, por si,
Pode ser uma mera verdade.
Porém hoje,
Como tudo no mundo, a verdade está
Ao avesso ,
De ponta cabeça.
Assim dizendo,
O vazio pode sim
Ser algo bom,
Uma opção a mais,
Ou simplesmente mais
Um pedacinho de vida.






 O que fazer...?




  Ema ema ema eu não sei fazer poema
  Mas na terra encontramos vários problemas
  Principalmente os ambientais e sociais

  Mas os artistas colorem o problema
  Dão tudo de si, encontram em suas almas
  O dom chamado atuar
  E se inspiram em qualquer lugar.

  
Autora: Fernanda Oliveira de Almeida     9°ano



‘’O dom de ser artista’’




Qualquer pessoa tem uma habilidade
 Não importa se é músico ator...
 Cantor ou equilibrista
 Todo mundo tem o seu dom
 O dom de ser artista.
 Cada artista tem um merecimento
 Famoso ou não
 Eles só procuram uma coisa
 O reconhecimento


Nome: Nathália Nascimento Miranda Nº: 26 Poema inspirado na musica ‘’Vida de artista’’ de Itamar Assunção

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Sociedade_e_Tecnologia_"Tempos Modernos-Charlie Chaplin"

Sociedade e Tecnologia

A sociedade  hoje em dia vem mudando de acordo com a tecnologia. Se fomos parar para pensar, tudo que usamos pelo menos uma parte dela é tomada pelas funções tecnológicas , ela vem avançando a cada dia de acordo com a geração. A relação entre a tecnologia e a sociedade estão ligadas uma na outra, mesmo as pessoas no dia-a-dia, tem pessoas que sabem como utilizar a tecnologia, mas infelizmente não são todos, pois tem pessoas que usam para fazer crimes virtuais por exemplo.

Sociedade hoje não vive sem tecnologia, diferente de antigamente, que era praticamente tudo feito á mão e não com máquinas. O trabalho era muito esforçado como mostra o filme "Tempos Modernos - Charlie Chaplin", sem descanso, isso prejudicava e prejudica muito a saúde, sem falar do salário que era muito pouco.

A tecnologia é tão antiga quanto a humanidade e evolui sempre coma própria sociedade evolui. O homem passou a resolver problemas técnicos de uma forma mais generalizada, trocando opiniões, informações e ideia e não mais para resolver apenas problemas específicos.

A partir dos avanços tecnológicos proporcionados principalmente pelas tecnologias da informação e de comunicação, as transformações tecnológicas, organizacionais e gerenciais estão representando novos desafios para os indivíduos na sociedade em geral.

Colégio:  E.M.I.E.F Prof. Emilío Simonetti

Grupo: Nathaly Eschifany
            Eduarda Fernanda
            Jéssica Natalia
            Caroline Dourado
            Marcelo Aguiar
            João Victor                   9ºano A